segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O CASARÃO J. G. ARAÚJO, VILA AMAZÔNIA, PARINTINS, AMAZONAS.


Estive na Vila Amazônia em 1998, a comunidade fica a 15 minutos de barco da sede do município de Parintins. A minha grande surpresa foi encontrar a antiga casa e escritório do J. G. Araujo - uma beleza, apesar do abandono.

Recentemente, assistir ao programa “Documentos da Amazônia”, do Amazonsat, na qual uma senhora parintinense fez um apelo às autoridades do Estado Amazonas, para salvarem o que ainda sobrou do velho casarão da Vila Amazônia; fiquei muito sensibilizado com o desabafo e ao mesmo tempo muito revoltado, pois a Secretaria de Cultura do Amazonas somente valoriza Parintins quando da festa do boi bumbá.



A apresentadora Norma Araújo, bisneta do J. G. Araújo - está também revoltada com o que estão fazendo (nada) para salvarem o prédio “Continuarmos nos subjugando ao colonizador ao reverenciar o bicentenário da chegada da família real portuguesa ao Brasil e ao realizar escambo com impérios financeiros portugueses como o que a Secretaria do Meio ambiente de Manaus - SEMMA fez com a SONAE SIERRA, licenciando a destruição de um fragmento florestal urbano para construção de um shopping em troca de “espelhinhos”.Enquanto estas bajulações desnecessárias e maléficas ao bem público acontecem, em Parintins-AM um patrimônio que representa o legado cultural e econômico da história Amazonense deixado pelo Português Joaquim Gonçalves Araújo está sendo dilapidado e degradado. O belo conjunto arquitetônico da Vila Amazônia, conhecido como Casarão J. G. Araújo está localizado a 15 minutos da sede de Parintins na margem direita do Rio Amazonas e ao lado do porto de entrada do Assentamento do INCRA Vila Amazônia. O esplendido casarão que foi cenário de filmes de Silvino Santos e do Romance Cinzas do Norte de Milton Hatoum, é hoje um símbolo do descaso do poder público aos recursos históricos, culturais, arqueológicos ambientais e do próprio estado de abandono das famílias rurais daquela região. O Casarão teve quase todos seus azulejos portugueses roubados ou destruídos, portas foram arrancadas para formar as paredes de um bar, porcos e caprinos são criados no seu interior e apesar da fortaleza da edificação, as intempéries durante os últimos 20 anos em que o casarão permaneceu como propriedade do INCRA sem nenhuma manutenção contribuíram para degradar mais ainda o depauperado palacete. A imponente e histórica propriedade não foi sequer valorizada pelo INCRA para servir pelo menos de escritório, o que facilitaria a atuação deste órgão no Assentamento”.



Mandei um e-mail para o senador tucano Arthur Neto – arthur.virgilio@senador.gov.br - solicitando a sua interferência junto ao Ministério da Cultura, para celebrar um convênio com a Prefeitura de Parintins, para a revitalização do casarão. Os termos foram o seguinte:

Senador,
O meu nome é José Martins Rocha, sou filho do saudoso luthier Rochinha. Possuo um blog na internet no endereço http://www.jmartinsrocha.blogspot.com/ - posto fotos e comentários sobre a nossa Amazônia, em particular, a cidade de Manaus - antiga e contemporânea. Na oportunidade, solicito a sua inteferencia junto ao Ministério da Cultura (Projeto Monumenta), no sentido de viabilizar um convênio com a Prefeitura Municipal de Parintins, para a revitalização do "Casarão J. G. Araújo", na Vila Amazônia, zona rural de Parintins. Conforme a postagem  no "blogdorocha" - a situação é muito crítica daquele importante prédio histórico.


Foto: retirado do blog do Rogélio Casado http://www.rogeliocasado.blogspot.com/

4 comentários:

Andrea disse...

Esse ano de 2010 quando estive em Parintins tive o prazer de conhecer o município de Parintins -Vila mazônica e fiquei maravilhada e triste ao mesmo tempo em econtrar um patrinônio tão bonito e abandonado o casarão de J G Araujo. Espero que as autoridades tenham uma iniciativa para restaurar essa arquitetura tão bela!!!

Obs. Poderíamos lançar uma campanha sobre isso!!

grata,

Andréa

morena disse...

Ótimo post ,pois realmente esse monumento histórico esta abandonado...tenho quase certeza que não obteve resposta...Tomara que eu esteja enganada .Se fosse reformado ,não estivesse no descasso. Serviria ate como ponto turístico de tão lindo que um dia foi.Moro no exterior mas passei minha infância lá,meu pai mora lá .Enfim,certos patrimônios deveriam ser preservados ,pois poderiam ate gerar renda para o lugar...

Manoel cursino disse...

Tenho orgulho de ser PARINTINENSE,nasci no lago Miriti e quando passávamos na Villa Amazônia era uma alegria ver os casarões tão bonitos,em 2010 foi em uma excursão no baixo amazonas e passei na Vila e os casarões todos desabando fiquei triste de ver aqueles monumentos se agabando, que quando no passado era motivo alegria para nos ribeirinhos.Que os nossos políticos Parintinenses façam alguma coisa para recuperar essa memoria para aqueles que não viram essas maravilhas do passado.

Manoel cursino disse...

Tenho orgulho de ser PARINTINENSE,nasci no lago Miriti e quando passávamos na Villa Amazônia era uma alegria ver os casarões tão bonitos,em 2010 foi em uma excursão no baixo amazonas e passei na Vila e os casarões todos desabando fiquei triste de ver aqueles monumentos se agabando, que quando no passado era motivo alegria para nos ribeirinhos.Que os nossos políticos Parintinenses façam alguma coisa para recuperar essa memoria para aqueles que não viram essas maravilhas do passado.