segunda-feira, 22 de maio de 2017

BLOGDOROCHA: FERNANDO DEMASI, O NOSSO “PIMENTA”

BLOGDOROCHA: FERNANDO DEMASI, O NOSSO “PIMENTA”: O “Pimenta” nasceu em Manaus, em 1956, na Santa Casa de Misericórdia, morou durante muito anos na Rua José Clemente, 216, na residênci...

segunda-feira, 15 de maio de 2017

BLOGDOROCHA: O CARRO “CAIXA DE FÓSFOROS” DA HONDA

BLOGDOROCHA: O CARRO “CAIXA DE FÓSFOROS” DA HONDA: Na década de setenta, a Moto Importadora Ltda., uma empresa genuinamente amazonense e, magistralmente administrada pelo Senhor Natan Al...

quarta-feira, 3 de maio de 2017

BLOGDOROCHA: ITACOATIARA, A CIDADE DA PEDRA PINTADA

BLOGDOROCHA: ITACOATIARA, A CIDADE DA PEDRA PINTADA: Recentemente, fui convidado pelo Marcelo de Lemos Saraiva, para colaborar com o seu site http://www.canalitacoatiara.com.br/ , para mim fo...

terça-feira, 2 de maio de 2017

BLOGDOROCHA: GOVERNADOR ÁLVARO BOTELHO MAIA

BLOGDOROCHA: GOVERNADOR ÁLVARO BOTELHO MAIA: Álvaro Botelho Maia nasceu em 19 de fevereiro de 1893, no seringal “Goiabal”, rio Madeira, município de Humaitá, primogênito de Fausto...

domingo, 30 de abril de 2017

ATELIÊ DE ARTES “ROBERTO KLEBER”


- Aulas de desenho e pintura, com técnicas de paisagens, pintura moderna, retratos, abstratos e História da Arte;

- Aulas expositivas e práticas, pelo método simples e objetivo, com apostilas passo a passo para uma melhor compreensão no aprendizado;
                
- Aulas específicas para crianças, jovens, adultos, anciãos e autistas (com hora marcada);

- No final do curso será dado um certificado de conclusão;

- O período do curso dependerá da realidade de cada aluno;

- Não cobramos nenhum valor em acréscimo em função do desenvolvimento escolar do aluno;

- Não cobramos deslocamento, translado até a residência do mesmo;


- Roberto Kleber, artista plástico, natural de Caratinga, Minas Gerais, com formação acadêmica na Faculdade de Belas Artes, do Rio de Janeiro. 

Estudou arte contemporânea e curso de artesanato em couro (São Paulo) e ouro/prata (ourives) no Chile. 

Com várias exposições no Brasil, América Latina, Europa e EUA. 

Atualmente, ministra aulas de desenho, pintura e violão em seu ateliê, situado no bairro do Parque 10;


- O ateliê de arte Roberto Kleber tem como objetivos principal a formação de crianças, jovens e adultos a descobrirem e entenderem o mundo em que vivemos, ampliando o território visual, auxiliando no desenvolvimento da coordenação motora, proporcionando uma maior atenção no processo de alfabetização, desenvolvendo a atenção e incentivando o aluno a descobrir outras disciplinas. 

A arte terapia ajuda a lidar com o estresse do dia a dia, no cansaço físico e mental, proporcionando uma total integração com o momento presente que é o processo criativo, funciona como uma meditação, contribuindo com uma total higiene mental e psicológica;

- Contato: WatsApp: 981332326;

- Endereço: Avenida B (Shangrila), Parque Dez de Novembro;

- A escola funciona de segunda a sexta-feira (manha e tarde) e sábado (de 10 às 12 horas);


- Preço: R$ 50,00 (cinquenta reais), por aula semanal ou R$ 200,00 (duzentos reais) por mês;


- No mês de Junho estaremos oferecendo almoço e jantar, exclusivamente para amigos (um conceito), um peixinho regional bem pitoresco.

Obras do Roberto Kleber:







domingo, 23 de abril de 2017

TACHI, UM ÍNDIO URBANO DA ETNIA SATERÉ-MAWÉ

O Tachi (formiga) nasceu em Manaus, no dia 23 de fevereiro de 1993, no Hospital Santa Rita, no bairro de Cachoeirinha, filho de João Teixeira Marialva (Karamuru) e Martha Silva Vieira (Ariá), da etnia Sateré-Mawé (papagaio falante, inventores da cultura do guaraná), criado na Comunidade Yapori (gavião), no Conjunto Santos Dumont e, na Comunidade Ynhabé, no Tupé (Tarumã).

No Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) consta como Tachi Vieira Marialva – no registro civil é John Kelvity Vieira Marialva.

A sua bisavó, a índia Rary, teve seis filhos, no rio Andirá, no município de Maués, migrando para Manaus, era a matriarca (chefe da tribo) –, após a sua morte, assumiu o matriarcado uma das suas filhas, a índia Kutera (avó do Tachi).

A sua avó casou-se com o cacique Kurubené, um artesão que trabalha até hoje na Feira do Índio, na Rua Floriano Peixoto, centro de Manaus.

A Comunidade Yapori, foi criada em 1982, logo após a inauguração do Conjunto Santos Dumont, contando com a ajuda do oficial militar R/2 Flavio Grillo Filho, um dos primeiros moradores daquele conjunto e líder comunitário.

O Sr. Grillo Filho, quando era militar, trabalhou no interior do Amazonas e Pará, junto com os índios de diversas etnias – criou um vínculo muito grande com eles, tanto que levou para a sua casa a Ariá (mãe do Tachi), além de empregar o Karamuru (pai do Tachi) em sua padaria (quando foi para a reserva do exército brasileiro).

O curumim Tachi era irrequieto, danado e brigão, fazendo jus ao seu nome de formiga destemida – lembra com saudade das brincadeiras, brigas com os primos e banhos num igarapé que passava dentro da comunidade Yapori.

Essa comunidade fica dentro de uma imensa área verde, entre os conjuntos Santos Dumont e Hileia – com o passar do tempo, o local foi invadido, desmatado e construído casas em toda a sua extensão, restando apenas um pouco de verde na taba da comunidade indígena – o igarapé virou esgoto a céu aberto.

Quando o Tachi tinha apenas oito anos de idade, os seus pais resolveram morar em Parintins (distante cerca 369 quilômetros da capital Manaus), ficando sob a guarda de sua avó, a índia Kutera, indo morar na comunidade indígena do Tupé (no Tarumã Açu), ficou em companhia dos seus primos e dos irmãos Kawã e Muruin.

Por lá ficou até os quatorze anos de idade, pois com a morte de sua avó começou a passar necessidades, voltando a morar na comunidade indígena de Manaus, sendo criado pelos tios.

O Tachi virou adulto com apenas dez anos de idade, ao participar do ritual da Tucandeira, provando ter força, coragem e resistência à dor, colocando a sua mão dentro da luva da tucandeira (saaripé).

As tucandeiras são formigas grandes com o ferrão muito dolorido – são capturadas vivas na véspera do ritual, são postas dentro de uma luva, com a cabeça para fora e o ferrão para dentro – segundo o Tachi, ele já meteu a mão dezessete vezes, faltando apenas três para completar as vinte exigidas pela sua tribo.

Tornou-se pai com apenas quatorze anos de idade – quando a sua namorada ficou grávida, ele ficou atordoado e sem saber o que fazer, pois era praticamente uma criança, resolveu fugir para a comunidade do Tupé, no Tarumã – o seu filho Kelvity foi adotado pelo padrasto.

Ainda teve mais dois filhos com mulheres diferentes – a filha Tailá e outro menino que não sabe o seu nome.

Em 2004, participou como figurante no filme “Tainá 2 A Aventura Continua”, aparecendo logo no início, tocando tambor e passeando de canoa abraçando uma preguiça (xerimbabo), assista no linque 
.https://www.youtube.com/watch?v=TftaxPJ29R4&t=2154s

Participou, também, da Aventura Selvagem, com o Richard Rasmussem, linque: https://www.youtube.com/watch?v=976esPbKQcE

Atualmente, o Tachi está com vinte e quatro anos, vive maritalmente com a Marleane, a qual perdeu (aborto espontâneo) um filho, em decorrência de uma briga na comunidade.

Por ironia do destino, depois de ter os seus filhos criados por outros pais adotivos, está, atualmente, criando dois curumins da Marleane, a Raquel e o Gabriel.

Com a separação dos seus pais, a sua mãe vendeu parte do terreno onde moravam na comunidade, ficando apenas um pequeno lote onde mora o Tachi, sua esposa e filhos adotivos.

O Tachi (John) já trabalhou como garçom e vendedor de coco, na Praia da Ponta Negra, junto com o seu pai Karamuru.

O Senhor Grillo Filho (protetor dos índios saterê de Manaus), proprietário da Casa Portugal (distribuidora de alimentos, no bairro da Redenção), emprega em sua empresa, o Tachi, mais conhecido pelo seu nome civil de John Kelvity – ele trabalha no deposito, faz entregas e participa dos eventos de degustação que a empresa promove dentro das lojas de seus clientes.

O sonho maior do Tachi é tornar-se o líder da comunidade indígena no Tupé, caso o seu tio, o tuxaua Wamau, assim determinar, pois possui descendente, os seus sucessores na liderança.

Planeja, também, terminar os seus estudos e morar com a família em um terreno que possui dentro das matas do Tarumã-Açu, deixando de ser um índio urbano e viver com viveram os seus ancestrais do Rio Marau, a tribo Sateré-Mawé de Maués. É isso ai. 

Foto: Rocha

quinta-feira, 13 de abril de 2017

BLOGDOROCHA: A BOLACHA DE MOTOR

BLOGDOROCHA: A BOLACHA DE MOTOR: Os amazônidas utilizam os barcos regionais para percorrerem os rios, viajando para lugares que levam até uma dezena de dias para chega...

terça-feira, 28 de março de 2017

segunda-feira, 27 de março de 2017

A ARBORIZAÇÃO DE MANAUS – PASSADO & PRESENTE




A cidade de Manaus, no passado, era muito bem arborizada, como mostra as fotografias antigas – no presente, com o crescimento descontrolado, ficou praticamente “pelada”, porém, existe uma luz no fim do túnel, com projetos sérios por parte do governo municipal e da ação da população e dos movimentos sociais, para tentar reverter essa situação, tornando-a, novamente, verde.

O Estado do Amazonas possui uma extensão de 1,5 milhão de km2, enquanto Manaus tem apenas 11.400 km2 – a cidade fica no meio de uma imensidão de floresta tropical – um pingo no oceano de mata!

Até o final da década de setenta, a cidade terminava nos arredores do Boulevard Amazonas (atual Avenida Boulevard Álvaro Maia) -, era pequena e pacata, com praças e avenidas bem cuidadas e arborizadas, além dos moradores terem a preocupação em cultivar plantas frutíferas em seus quintais.

O verde imperava em toda a sua extensão, com as ruas cheias de mangueiras, benjaminzeiros, entre outras – a cidade era bela, bem cuidada, com praças e jardins sempre em manutenção, com as árvores sendo podadas regularmente.

Na belle époque (época feliz) as pessoas usavam paletó e gravata no seu dia a dia, pois o clima era mais ameno, com poucos automóveis e muita arborização.


A única via que conserva até hoje a arborização em toda a sua extensão, chama-se Avenida Getúlio Vargas, onde estudos revelaram que mesmo com o pesado fluxo de veículos, ela possui um clima mais ameno do que a Rua Duque de Caxias, por ser mais arborizada.

Segundo o IBGE (2010), a cidade de Manaus, conta apenas com 25,1% de arborização urbana de seus espaços públicos, muito aquém da cidade que ficou em primeiro lugar, Campo Grande, que apresenta 96,4% de arborização.

Por que é importante a arborização numa cidade – segundo os estudiosos, ela contribui para a redução de ruídos, altera para melhor o microclima e o  campo visual, além da melhoria do hábitat da fauna silvestre, assim como a recreação e lazer urbanos.

Podemos afirmar que, o bem estar do homem citadino está ligado ao componente vegetal urbano e que o plantio de árvores visa atender as necessidades humanas – influenciando até na escolha do individuo quanto ao novo lugar para viver, pois dá preferência aos locais com maior componente arbóreo.


A Prefeitura de Manaus, possui um projeto chamado “Arboriza Manaus”, com o intuito fazer intervenções de plantio de mudas de espécies nativas e exóticas em áreas públicas, tais como canteiros centrais, passeios públicos, praças, parques, áreas verdes, entre outras, englobando as seis zonas da cidade, sendo o plantio obedecendo aos padrões estabelecidos pelo Plano Diretor de Arborização Urbana de Manaus.

Em 2016, foram plantadas quatorze mil mudas, com planos para mais dez mil até o final de 2017.

Em nada adianta esse trabalho se não houver o envolvimento da comunidade, com ações de sensibilização juntos aos alunos da rede pública de ensino, dos líderes comunitários, das famílias, dos empregados e patrões, além do apoio dos movimentos sociais.

A falta de participação comunitária nos programas de arborização gera prejuízos como o “vandalismo”.

Acompanho, como mero expectador, a arborização de toda a extensão do canteiro central da Avenida Autaz Mirim, na zona Leste da cidade – são centenas de mudas plantadas, em 2016 – passado quase um ano, pouquíssimas foram arrancadas ou quebradas – isso mostra o grau de engajamento da comunidade.

Com a difusão das redes sociais, principalmente, do Facebook, foi possível criar grupos dos mais diversos possíveis, como o de defesa do meio ambiente e de reflorestamento das áreas degradadas de Manaus.

Muitas pessoas estão procurando o “Viveiro Municipal”, situado na Alameda Cosme Ferreira, dentro das dependências do Instituto Federal de Educação (IFAM), onde são entregues para cada pessoa até cinco mudas por semana, de espécies arbóreas, frutíferas e ornamentais.

Com a destruição do meio ambiente, em nome do “progresso”, muitas áreas protegidas por lei estão sendo desmatadas – a Prefeitura Municipal de Manaus, através da SEMMAS esclarece à população:

“Árvores que se encontram em “Áreas de Preservação Permanente” (APP’s), como nascentes, córregos e lagos e os remanescentes de vegetação nativa, não devem sofrer qualquer tipo de poda, corte ou extração, a menos que apresentem riscos à comunidade, necessitando sempre a autorização expressa do órgão ambiental municipal ou estadual”.

Todos em defesa da arborização urbana! Esse é o lema - espero que na próxima pesquisa do IBGE, possamos estar com um índice bem alto de arborização e, num futuro não muito distante, o verde possa imperar, novamente, em nossa cidade. É isso ai.

  Fontes:



Fotos: A Crítica (coloridas)


BLOGDOROCHA: A JUTA

BLOGDOROCHA: A JUTA: A juta (Corchorus Capisulares) é originária da índia e Bangladesh, foi introduzida no Brasil em 1930, através de uma missão japonesa, chef...

quinta-feira, 23 de março de 2017

Lançamento da Amazon.com: E-book ZÉ MUNDÃO, de J. Martins Rocha



Em parceria com a minha ex-mulher, colocamos no mundo três filhos;

Plantei várias árvores;
Escrevi o primeiro E-book: Zé Mundão (outros três estão no prelo, mesmo que ninguém compre ou leia!).
Estou realizado!
Obrigado, meu Senhor!


Clique na capa, para ler a introdução, Grato



O livro surgiu em decorrência de centenas de postagens que publiquei no Blogdorocha – no endereço eletrônico jmartinsrocha.blogspot.com, editado desde 2006. Não sou jornalista, historiador ou pesquisador, escrevo de forma amadora…
AMAZON.COM


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Comentários
Jose Rocha Pois é, ninguém de Manaus deu valor ao livro, aliás, não sei se tem valor para nosotros!. Em decorrência disso, foi aceito somente no exterior, onde pude publica-lo, digitalmente, pela Amazon.com, nos Estados Unidos, Japão e na Europa (a dita globalização), pois ficou disponívell solamente para a venda aos gringos, ao preço de cinco dólares. Da Amazônia para a Amazon. Grande merda!
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Marcelo Dantas Posso atestar uma coisa: o Manual do Canalha, do Simao Pesdoa NUNCA achei em Manaus, eis q faco uma viagem ao Rio de Janeiro, e entro em uma pequena livraria no 5o. andar do shopping Rio-Sul, no bairro de Botafogo, isso no início dos anos 2000, e o q ...Ver mais
DescurtirResponder142 min
Jose Rocha Correção: O Coronel Roberto, editor do blog catadordepapeis aceitou a missão de fazer a revisão e o livreiro Celestino Neto fez de tudo para publica-lo em Manaus, além do saudoso Rogelio Casado que ria ao ler os primeiros capítulos e e da Graca Silva que gostava muito das presepadas do Zé Mundão!
CurtirResponder128 minEditado
Jose Rocha A foto da capa é da Ponte Romana I ou Primeira Ponte, onde o Zé, seus irmãos e amigos pulavam dentro do Igarapé de Manaus! Tempos bons!