quinta-feira, 23 de março de 2017

Lançamento da Amazon.com: E-book ZÉ MUNDÃO, de J. Martins Rocha



Em parceria com a minha ex-mulher, colocamos no mundo três filhos;

Plantei várias árvores;
Escrevi o primeiro E-book: Zé Mundão (outros três estão no prelo, mesmo que ninguém compre ou leia!).
Estou realizado!
Obrigado, meu Senhor!


Clique na capa, para ler a introdução, Grato



O livro surgiu em decorrência de centenas de postagens que publiquei no Blogdorocha – no endereço eletrônico jmartinsrocha.blogspot.com, editado desde 2006. Não sou jornalista, historiador ou pesquisador, escrevo de forma amadora…
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Comentários
Jose Rocha Pois é, ninguém de Manaus deu valor ao livro, aliás, não sei se tem valor para nosotros!. Em decorrência disso, foi aceito somente no exterior, onde pude publica-lo, digitalmente, pela Amazon.com, nos Estados Unidos, Japão e na Europa (a dita globalização), pois ficou disponívell solamente para a venda aos gringos, ao preço de cinco dólares. Da Amazônia para a Amazon. Grande merda!
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Marcelo Dantas Posso atestar uma coisa: o Manual do Canalha, do Simao Pesdoa NUNCA achei em Manaus, eis q faco uma viagem ao Rio de Janeiro, e entro em uma pequena livraria no 5o. andar do shopping Rio-Sul, no bairro de Botafogo, isso no início dos anos 2000, e o q ...Ver mais
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Jose Rocha Correção: O Coronel Roberto, editor do blog catadordepapeis aceitou a missão de fazer a revisão e o livreiro Celestino Neto fez de tudo para publica-lo em Manaus, além do saudoso Rogelio Casado que ria ao ler os primeiros capítulos e e da Graca Silva que gostava muito das presepadas do Zé Mundão!
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Jose Rocha A foto da capa é da Ponte Romana I ou Primeira Ponte, onde o Zé, seus irmãos e amigos pulavam dentro do Igarapé de Manaus! Tempos bons!

terça-feira, 21 de março de 2017

CENTENÁRIO DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DO AMAZONAS - IGHA

Foi fundado em 25 de março de 1917, considerado de utilidade pública pela Lei Estadual nº 897, de 24 de agosto de 1917, e pela Lei Municipal nº 1.071, de 22 de outubro de 1973, sendo, dessa forma, tutelado e financiado pelo Estado do Amazonas e pelo município de Manaus.

Situa-se na Rua Bernardo Ramos, 117, com fundos para a Rua Frei José dos Inocentes, centro antigo de Manaus, telefone 92 3622-1260 - o local é chamado por muitos como “A Casa de Bernardo Ramos” – Bernardo de Azevedo da Silva Ramos (1858/1931) foi o fundador, organizador e primeiro presidente. O Prédio foi tombado através do Decreto no. 5.218, de 03-10/1980. O governo do Amazonas, através da Biblioteca Virtual do Amazonas, busca resgatar todo o acervo do IGHA, constante de estudos amazônicos de Geografia, História, Arqueologia, Sociologia, Antropologia Cultural, Linguística e ciências correlatas - fonte para boa parte da historiográfica do Amazonas.

Possui um quadro de 50 poltronas com os seguintes patronos: Adolpho Ducke/Agnello Bittecount/Alberto Rangel/Alexandre Ferreira/Alexandre Von Humbolt/Alfredo da Matta/Alfred Wallace/Ambrósio Brandão/André Araújo/Gonçalves Dias/Barão de Sant´Anna Nery/Bernardo Ramos/Cândido Rondon/Carl Von Martius/Constantino Tastevin/Curt Nimuendaju/Roquette-Pinto/Ermanno Stradelli/Euclides da Cunha/Francis Castelau/Adolpho de Vernhagen/Gabriel de Souza/Gastão Cruls/Gaspar da Madre de Deus/Jean Lery/Jean Agassiz/Faria e Souza/Barbosa Rodrigues/Johann Von Spix/Capistrano de Abreu/Francisco Lisboa/Joaquim Nabuco/José de Anchieta/Araújo Lima/Barão do Rio Branco/José dos Santos Inocentes/José Veríssimo/Karl Steinen/Lobo d´Almada/Manuel da Nóbrega/Paul Le Cointe/Pero de Magalhães Gandavo/Raimundo Morais/Nonato Pinheiro/Rodolpho Garcia/Romualdo Seixas/Silvio Romero/Kock-Grunberg/Vivaldo Lima/Waldemar Pedrosa. 

A atual presidente é a professora Marilene Correa.

O Museu Crisantho Jobim (pertence ao IGHA) funciona de 2ª. a 6ª. das 13:00h as 17:00h – para quem mora em outras plagas, basta acessar o http://www.youtube.com/watch?v=QGv-LkWHk2A  – imagens de Milton Paredes, reportagem e edição da Rúbia Balbi.

No acervo do museu, o visitante encontrará peças históricas, etnográficas e arqueológicas, numas das salas estão todas as poltronas originais do Teatro Amazonas, confeccionadas em madeira e palinha-da-índia, noutra sala está o baú do pesquisador e antropólogo alemão Theodor Koch-Grünberg - escreveu diversos livros sobre o povo indígena da Amazônia, e é considerado por muitos a grande fonte da obra 'Macunaíma', de Mário de Andrade - fez diversas expedições pela Amazônia até morrer, em 1924, de malária - na peça de mobiliário estão blocos de anotações, algumas roupas e instrumentos de trabalho do cientista.

As pessoas de bem que construíram o IGHA e os atuais sócios efetivos – merecem todo o nosso respeito e consideração, pois da grandeza das suas ações contribuíram enormemente para a Amazônia brasileira continuar brasileira, e intacta e assim será entregue aos nossos pósteros.

segunda-feira, 20 de março de 2017

BLOGDOROCHA: INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DO AMAZONAS

BLOGDOROCHA: INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DO AMAZONAS: Ele é conhecido cariosamente pelos seus estudantes como IEA, constituindo-se num dos mais tradicionais colégios de Manaus e, no próxim...

sexta-feira, 17 de março de 2017

BLOGDOROCHA: ASILO DOUTOR THOMAS

BLOGDOROCHA: ASILO DOUTOR THOMAS: Esta importante instituição filantrópica está localizada em Manaus, na Rua Dr. Thomas, 798, no bairro Nossa Senhora das Graças, com acess...

quarta-feira, 15 de março de 2017

BLOGDOROCHA: ÁUREO NONATO

BLOGDOROCHA: ÁUREO NONATO: Nasceu em Manaus, no bairro de São Raimundo, em 1º de Abril de 1921 e, faleceu no dia 23 de Março de 2004, no Instituto do Coração de Ma...

segunda-feira, 13 de março de 2017

BLOGDOROCHA: INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT DO AMAZONAS

BLOGDOROCHA: INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT DO AMAZONAS:   O Instituto Benjamin Constant (ICB) foi concebido e construído pelo engenheiro militar e governador do Estado do Amazonas, o Dr. Edu...

domingo, 12 de março de 2017

BLOGDOROCHA: MANDY´S BAR

BLOGDOROCHA: MANDY´S BAR: O Mandy´s Bar funcionou no térreo do Hotel Amazonas (foto ao lado), propriedade da família Vasques, fechou as portas em 1999 Segundo...

BLOGDOROCHA: GRANDE CORRIDA DE CANOAS NA PONTA NEGRA

BLOGDOROCHA: GRANDE CORRIDA DE CANOAS NA PONTA NEGRA: A canoa é uma pequena embarcação, feita geralmente da madeira Itaúba ou Tauari, movimentada, em sua grande maioria, por remos – por s...

sexta-feira, 10 de março de 2017

BAR DO ARMANDO - EM 2011

BAR DO ARMANDO


O Bar do Armando, fica localizado na Rua Dez de Julho, perto da Igreja de São Sebastião, do Teatro Amazonas, do Palácio de Justiça e da Santa Casa de Misericórdia, perto de tudo. 

Certa vez, um poeta maluco, frequentador assíduo do Bar, escreveu “Do meu Bar vejo o Mundo”, outro doido, sentado numa mesa do Bar, falou o seguinte: - No interior, a lua cheia nasce atrás do bananal, aqui, na cidade, ela nasce atrás do Taj Mahal! Referindo-se a um imponente hotel que fica na Avenida Getúlio Vargas e dando os fundos para o Largo de São Sebastião. 

Na minha juventude, passava por lá para comprar algum gênero alimentício, pois ali já fora um comércio de secos e molhados.

O dono do estabelecimento é o casal português Armando Soares e Dona Lourdes Soeiro, sendo o primeiro, somente sorrisos e brincadeiras, enquanto a segunda, é pura explosão, nitroglicerina das boas, ela dá patada até na sua própria sombra, apesar de tudo, consegui adquirir a sua amizade, inclusive, quando vou por lá, peço a sua benção e a chamo de “mamãe” (na brincadeira, é claro!).

Os amigos dizem, que eu ficarei como “merdeiro” do casal, ou seja, irei ficar com uma privada do WC do Bar. 

Existem milhares de piadas relacionados ao Bar e ao casal, servindo de referencia para a elaboração, futuramente, do livro de anedotas “Piadas & Causos do Bar do Armando”

O Armando é um gozador nato, ele gosta de fazer as famosas pegadinhas.

Contam os mais antigos que, no tempo em que ele vendia secos e molhados, chegou por lá um caboquinho (trabalhava numa casa de família, nos arredores do Largo de São Sebastião), fez o seguinte pedido:

 - Sêo Armando, eu quero um quilo de milho. 

Ele respondeu: - Atendo somente se trazeres o Galo, ó pá! 

O caboquinho foi à casa do patrão e trouxe embaixo do braço o galináceo.

 – Tá qui o Galo! Ele atendeu, morrendo de rir da inocência do moleque. 

Dias depois, o garoto voltou a fazer outro pedido:

 - Sêo Armando, eu quero um quilo de alpista.

 Ele, na maior sacanagem: - Atendo somente se trazeres o passarinho! 

Lá foi o menino para a casa do patrão, voltou com uma gaiola contendo um Canarinho.

 - Tá qui o passarinho! O portuga atendeu, dando a maior gaitada. 

O moleque ficou puto da vida, falou para o patrão que estava cansado de ser sacaneado pelo Armando, prepararam, então, a volta do anzol. 

O caboquinho voltou ao Bar e chamou o Armando:

 - Sêo Armando, dá para o senhor colocar a mão dento desta lata? 

O portuga imediatamente atendeu ao pedido do menino, no entanto, tomou o maior susto e mandou ver:

 - Porra, caralho, isto aqui é merda! 

Ai o moleque deu o troco:

 - O senhor sempre pede para justificar o meu pedido, coloquei merda na lata, pois estou querendo comprar um rolo de papel higiênico! 

Depois dessa, o gajo parou de tirar saro com o moleque. 

Na época da “dita dura”, a nata da intelectualidade se reunia no Bar do Armando, fundaram a famosa Banda Independente da Confraria do Armando, a BICA, para os íntimos! 

Falam os historiadores que os desfiles de carnaval, foi moldado pelo militares, como um puro desfile militar, realmente, parece muito, com alas sincronizadas, marchando com carros alegóricos. 

O pessoal da esquerda arranjou logo um jeito de driblar os “milicas”, sendo os precursores a Banda de Ipanema, no Rio de Janeiro, com muitas marchinhas, uso de metais, samba no pé, com descontração total e muita irreverência, tudo para sacanear com o pessoal “linha dura” dos quartéis.

Logo serviu de inspiração para os “Biqueiros” de plantão de Manaus, foi sucesso total, os responsáveis foram: Armando Soares, Celito, Mona, Aldísio Filgueiras, Mário Adolfo, Afonso Toscano, Simão Pessoa, dentre outros.

Atualmente, a Banda faz parte do calendário turístico de Manaus, está sob o comando do Jomar Fernandes, Marcos Gomes, Francisco Cruz, Deocleciano Bentes, Manoel Batera e Anchieta Lins. 

A Banda é caracterizada pelos bonecos gigantes, feitos pelo Paulo Mamulengo, pelas velhas marchinhas de carnaval e, muita irreverência. 

Toda essa turma não frequenta mais o Bar do Armando, vão por lá de uma forma bastante esporádica, mas nunca deixaram de colaborar e organizar os “esquentas” do carnaval, a Banda, a Festa do Talco e do projeto musical “Armando Felicidade”. 

A Banda da Bica foi tema para a elaboração do livro “Amor de Bica”, sob o comando do jornalista Orlando Farias, com a colaboração do Mario Adolfo, Simão Pessoa e Marco Gomes, ainda existe alguns exemplares a venda no Bar.  

Os empregados do Bar parecem que foram escolhidos a dedo, para não dizer o contrário, somente para ter uma ideia, o Armando tinha um garçom chamado Charles, o cara era rápido no atendimento, atendia na maior presteza, chamava todos os clientes de “cinco estrelas”, aproveitava a amizade com os clientes e vendia bastante CD’s, começou logo a ganhar grana com a venda e com as fartas gorjetas. 

Certo dia, o Armando deu férias coletivas para a negada, pois iria passar dois meses em Portugal, o Charles aproveitou para vender cervejas ao lado do Bar, depois, foi chamado para ser o garoto propaganda do governador Gilberto Mestrinho, amealhou uma boa grana, conseguindo abrir o seu próprio bar, na Avenida Getúlio Vargas, passou rapidinho de garçom para patrão, quando o Armando retornou, ele já estava com o seu bar aberto, denominado de “Cinco Estrelas”. 

Outro que fez história foi o garçom “Montanha”, pelo apelido, pode-se pensar que era um cara de estatura avantajada, muito pelo contrário, o cara era baixinho, porém, o que tinha de pequeno, tinha de sobra a “gororância”, uma mistura fatal de “goró” com ignorância, o cara quando começava a beber “no serra” (as cervejas dos outros), ficava mais grosso do que papel de embrulhar pregos -, pense numa “fuleiragem”! 

Os fregueses só faltavam estourar as cordas vogais, gritando para o “Montanha” servir uma cerveja, ele não estava nem ai, quando atendia, usava desses termos:

 - O que é caralho! O que tu quer? Vai beber o quê? 

Certa vez, teve um atrito com o dono Bar, foi despedido, fez um acordo e foi trabalhar nos botecos do baixo meretrício de Manaus; uma vez e outro aparece no Bar do Amando, sempre bêbado, fica o tempo todo enchendo o saco de todo mundo – ele é nosso amigo, gostamos muito dele, gente fina, da melhor qualidade, mas, se puder, evite-o! 

Tudo passa, tudo muda! O Bar do Armando, mudou, também! 

A velha guarda não frequenta mais o pedaço -, alguns remanescentes da época de ouro da BICA, ainda passam uma vez e outra por lá. 

O Armando e a Dona Lourdes, estão doentes, a Ana Cláudia, a filha mais velha está tomando conta do estabelecimento, porém, possui o mesmo gênio da sua genitora, criou algumas inimizades, porém, está mudando para melhor, espero que ele não jogue fora os milhares de discos de vinis e o velho e cansado Toca Disco

Ela conta com a ajuda do Francisco, um português da melhor qualidade, além de três garçons malucos, um é doido de pai e mãe, o outro é evangélico da Universal, no entanto, gosta de cantar música brega, fumar e beber cerveja, o terceiro é gaúcho dos pampas, nasceu numa cidade chamada de “Pau Fincado”, ele costuma falar que na sua cidade, era um respeitado garçom, vendia muito a cerveja Caracu, os clientes pagavam somente cinquenta centavos pela Cara, o resto ele dava de graça!

 É mole! Por incrível que pareça, o imóvel onde está o Bar, pertence aos padres capuchinhos da Igreja de São Sebastião, está alugado faz mais de quarenta anos, foi um casamento perfeito entre o profano com o santo, o cara vai à missa e depois para no Bar para tomar uma cerveja e comer um sanduiche de leitão, quem sempre fazia essa via crucis era a Rainha da Bica, uma octagenário conhecida como Petrolina. 

O Bar do Armando é seguidamente, premiado, pela Revista Veja, como o melhor boteco de Manaus. 

O quadro acima, ficou durantes vários anos jogado nas prateleiras empoeiradas do Bar, não sei que fim levou nem quem é o seu autor. 

O que escrevi é apenas um aperitivo, tem muita coisa para contar. 

Acredito que o Armando não voltará mais para o seu Bar, pois, o calor do forno para assar o pernil, combinado com o abrir e fechar dos freezers, já lhe deu várias pneumonias, sem chance de se dar ao luxo de pegar mais uma, pela sua idade avançada, será fatal! 

Não sei o que ele irá fazer, pois o seu Bar é a sua vida. É isso ai.